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Mesmo após o encerramento do julgamento dos recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelos outros seis réus do chamado “núcleo crucial” da trama golpista, o início do cumprimento das penas ainda não deve ocorrer. As defesas dos envolvidos mantêm abertos caminhos para novos questionamentos, o que adia a execução das condenações.

Segundo advogados que acompanham o caso, há pelo menos dois recursos possíveis para prolongar a disputa jurídica. O primeiro são novos embargos de declaração, voltados a pedir esclarecimentos adicionais sobre pontos da decisão colegiada. O segundo são os embargos infringentes, utilizados quando há voto divergente e que permitem buscar a reversão total ou parcial da condenação. Apenas após esgotadas todas as possibilidades recursais as penas começam, de fato, a ser cumpridas.

Enquanto os desdobramentos da trama golpista avançam, outro integrante da família Bolsonaro entrou no foco do Supremo. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, tornou-se réu no STF por coação no curso do processo penal. A denúncia foi aceita pela Corte, mas o julgamento deve demorar.

Segundo apuração de Andréia Sadi, a avaliação dentro do Supremo é que os trabalhos relacionados aos outros quatro núcleos da trama golpista tornam impossível analisar o caso de Eduardo ainda em 2025. A tendência é que o processo avance apenas no próximo ano, mantendo a família Bolsonaro sob pressão judicial prolongada.

Com novos recursos em preparação e mais um processo envolvendo um dos filhos do ex-presidente, o conjunto de investigações e julgamentos segue ocupando o centro do noticiário político e jurídico — e deve permanecer assim por longo tempo.

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