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Morreu nesta segunda-feira (13), aos 78 anos, o ator neozelandês Sam Neill, um dos rostos mais conhecidos do cinema das últimas quatro décadas e eternizado no papel do paleontólogo Alan Grant, de “Jurassic Park”. A morte ocorreu em Sydney, na Austrália.

Em comunicado publicado nas redes sociais, a família informou que o ator estava cercado por parentes e que partiu “com a dignidade que marcou toda a sua vida”. A perda foi descrita como repentina e inesperada.

Cinco anos de tratamento

Neill vinha tratando um tipo raro de linfoma não Hodgkin, diagnosticado após as filmagens de “Jurassic World: Domínio”, em 2022. Em abril deste ano, depois de cerca de cinco anos de tratamento, o ator anunciou que estava curado — condição que, segundo a família, se mantinha no momento de sua morte.

Ao longo da carreira, ele transitou entre produções autorais e grandes sucessos comerciais. Além da trilogia iniciada por Steven Spielberg em 1993, Neill construiu uma trajetória reconhecida em obras como “O Piano”, de Jane Campion, e na série “Peaky Blinders”.

Carreira e legado

Nascido na Irlanda do Norte e criado na Nova Zelândia, o ator ficou conhecido por um estilo discreto, avesso ao estrelismo, e por dividir com o público sua rotina no vinhedo que mantinha no país. A sinceridade com que falou sobre o câncer, inclusive em livro de memórias, aproximou-o de uma nova geração de espectadores.

Colegas de set e admiradores prestaram homenagens ao longo do dia, destacando a versatilidade de um intérprete que atravessou gerações sem se prender a um único gênero.

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