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A tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela atingiu um novo patamar nesta semana, com sinais cada vez mais claros de que o governo norte-americano estaria se preparando para uma possível intervenção militar direta no país sul-americano, com o objetivo de derrubar o presidente Nicolás Maduro, que governa há 26 anos sob o regime chavista.

De acordo com reportagem do New York Times, a CIA recebeu autorização formal do ex-presidente Donald Trump — que, segundo a matéria, ainda exerce influência sobre setores da inteligência — para realizar operações secretas na Venezuela, com o objetivo de provocar uma mudança de regime. As ações, segundo fontes citadas pelo jornal, incluiriam operações letais contra alvos considerados “inimigos” pela Casa Branca, o que abrangeria o próprio Maduro.

Ainda segundo o veículo, cerca de 10 mil soldados americanos foram deslocados para a costa venezuelana, embarcados em oito navios de guerra e um submarino nuclear, posicionados nos limites das águas territoriais do país caribenho. Trata-se da maior mobilização militar dos EUA na América Latina desde a invasão do Panamá, em 1989 — embora o jornal incorretamente tenha associado essa ação ao ex-presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, quando, na realidade, o alvo da operação foi Manuel Noriega.

Horas após a revelação, Trump declarou a jornalistas na Casa Branca que “os ataques poderão se tornar terrestres”, insinuando que o controle naval já teria sido alcançado. Até o momento, as ofensivas norte-americanas têm se concentrado na destruição de pequenas embarcações, que Trump alega — sem apresentar provas — estarem ligadas ao tráfico de drogas. Segundo fontes do Pentágono, cinco barcos foram destruídos, com a morte de cerca de 30 pessoas.

A mobilização conta ainda com caças F-35B, aviões de transporte C-17 e drones Reaper, já utilizados em zonas de conflito como Afeganistão e Iraque. A escalada militar na costa da Venezuela gerou preocupação entre países da região, que temem um novo episódio de instabilidade no continente.

Enquanto isso, a líder opositora María Corina Machado — que, diferente do que foi alegado, não recebeu o Prêmio Nobel da Paz — deu declarações à emissora CNN, onde expressou apoio à política americana em relação ao seu país. Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, Machado afirmou que Trump “entendeu que a Venezuela está no coração das Américas” e que o governo de Maduro representa “uma ameaça real à segurança nacional dos Estados Unidos”.

Apesar do apoio da oposição, a possível intervenção divide opiniões dentro e fora da Venezuela. Especialistas alertam para os riscos de uma ação militar em solo venezuelano, que poderia causar graves consequências humanitárias e violar normas internacionais de soberania.

O governo venezuelano ainda não se pronunciou oficialmente sobre as alegações publicadas pela imprensa americana. No entanto, fontes próximas ao Palácio de Miraflores classificaram os movimentos como “provocações perigosas” e denunciaram uma tentativa de “golpe imperialista” promovido por Washington.

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