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A Polícia Federal deve encaminhar nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal (STF) parte das investigações sobre o esquema bilionário de desvios em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Segundo o colunista Lauro Jardim, a apuração revela indícios do envolvimento de deputados e senadores no esquema fraudulento, que pode configurar um dos maiores escândalos recentes ligados à máquina pública.

As investigações, que correm sob sigilo, indicam que empresas ligadas a Antonio Carlos Camilo Antunes — conhecido como “Careca do INSS” — realizaram pagamentos ao então procurador-geral do instituto, Virgílio de Oliveira Filho, desde 2022. A informação foi revelada em reportagem do jornalista Breno Pires.

Mesmo sob questionamentos, Virgílio de Oliveira voltou ao cargo em setembro de 2023, contrariando parecer técnico da Advocacia-Geral da União (AGU). Ele permaneceu na função até ser afastado, após vir à tona o escândalo envolvendo descontos fraudulentos nos contracheques de beneficiários do INSS.

O caso, que envolve a suposta atuação de uma organização criminosa dentro do próprio Instituto Nacional do Seguro Social, já preocupa membros do governo e aumenta a pressão sobre a base aliada no Congresso. Com a menção a parlamentares, o inquérito sobe para a alçada do STF, por envolver autoridades com foro privilegiado.

A expectativa é de que o envio das provas ao Supremo intensifique o cerco contra os envolvidos, e a crise promete gerar novos desdobramentos políticos e judiciais nas próximas semanas.

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