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Uma decisão do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, tem gerado repercussão após vir à tona a relação entre o magistrado e o advogado Kevin Marques, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques.

A liminar, concedida em dezembro, suspendeu um processo administrativo na Agência Nacional do Petróleo envolvendo a refinaria Refit. O ponto que chama atenção é que a decisão foi assinada cerca de um mês após Ramos e Nunes Marques viajarem juntos para Maceió, em um voo custeado pela esposa do desembargador, conforme revelou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Kevin Marques, de 25 anos, afirma ter gerenciado cerca de mil processos em seu primeiro ano de atuação como advogado, segundo informações disponíveis em seu site oficial. Entre seus clientes está uma consultoria tributária que recebeu R$ 18 milhões de empresas como o Banco Master e a JBS. O advogado nega ter recebido pagamentos diretos dessas companhias.

Paralelamente, registros apontam que outros ministros do Supremo, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, também utilizaram aeronaves operadas pelo grupo Prime, o mesmo empregado por Nunes Marques em viagens realizadas ao longo de 2025.

O caso levanta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e a proximidade entre integrantes do Judiciário e partes com atuação em processos relevantes, tema que frequentemente gera debate sobre transparência e ética no sistema judicial brasileiro.

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