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Pelo menos 80 presos políticos foram libertados na Venezuela neste domingo (25), informou a ONG venezuelana Foro Penal, que monitora detenções de opositores e ativistas no país. A organização afirmou que está verificando as identidades dos libertados e que esse número pode aumentar à medida que mais confirmações sejam feitas.

As libertações fazem parte de um processo mais amplo de soltura de detidos, que ocorre em meio à crescente pressão dos Estados Unidos e da comunidade internacional. Desde o início de janeiro, quando o presidente Nicolás Maduro foi capturado por forças especiais norte-americanas e levado aos EUA para enfrentar acusações de narcotráfico, a Venezuela tem promovido a liberação gradual de prisioneiros políticos. Embora o governo de transição conte um total de 626 libertações desde dezembro, o Foro Penal registra um número significativamente menor de confirmações.

Organizações de direitos humanos estimam que ainda haja entre 800 e 1.200 presos políticos no país, muitos detidos em contexto de repressão após a contestada eleição de 2024. Famílias de detentos têm acampado em frente a presídios na esperança de reencontrar seus parentes, enquanto defensores dos direitos humanos criticam a lentidão das solturas e destacam que muitos dos libertados ainda enfrentam restrições legais – como proibições de falar publicamente ou de sair do país.

O processo de libertação tem sido visto por analistas como uma resposta à pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, para melhorar o respeito a direitos fundamentais na Venezuela. No entanto, críticos argumentam que as ações ainda são insuficientes para enfrentar de forma abrangente as violações de direitos humanos que marcaram os últimos anos no país

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