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CompartilheCompartilhe 0 Vinícius Nunes Viniciusnunes@portal2dejulho.com.br O Portal 2 de Julho pode estar em transição, porém a SEMANA 2 DE JULHO não para. A personagem da vez vai ser a soldado mais famosa do Brasil, ninguém mais ninguém menos que Maria Quitéria. Uma pessoa que rompeu os padrões e que é uma das grandes representantes do feminismo. Ela foi a primeira prova que as mulheres podem ocupar espaços que tradicionalmente eram preenchidos pelos homens. Quitéria se alistou e lutou em batalhas que conduziram a independência da Bahia. Maria Quitéria de Jesus nasceu no dia 27 de julho de 1792, em Feira de Santana, na Bahia, e morreu no dia 21 de agosto de 1853 em Salvador. Quitéria fugiu da fazenda onde vivia em Feira no ano de 1821. Se fingiu de homem e se alistou no Batalhão de Voluntários do Príncipe, popularmente chamado de Batalhão dos Periquitos. A carreira militar dela foi mais do que bem sucedida. Ela chegou a patente de primeira cadete graças ao general Pierre Labatut. Depois da guerra da Independência, o rei do Brasil na época, Don Pedro I, concedeu o soldo vitalício de alferes. Mesmo com toda a sua história de vida heroica, o início de vida de Maria Quitéria não foi nada fácil. Ela perdeu a mãe cedo e teve duas madrastas. Não teve educação formal e era analfabeta. A primeira cadete Maria Quitéria de Jesus foi a primeira mulher registrada nas Forças Armadas do Brasil. No dia 26 de julho de 2018, através da Lei federal n° 13.697, Quitéria foi colocada no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Por causa de todas essas questões, ela optou por fugir da área rural de Feira de Santana e ir para Salvador tentar a carreira militar. A baiana teve participação direta no Exército Brasileiro desde outubro de 1822 até julho de 1823. Depois da carreira gloriosa no Exército, Quitéria não teve lá muito sucesso na vida. Chegou a casar e ter um filho, porém passou a maior parte da vida cega e lutando pela herança deixada pelo pai. Lembrando que o pai de Maria Quitéria era um senhor de engenho. (Foto: Ilustração)
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