0

Poucos dias após receber alta hospitalar, o ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro da cena política ao participar de uma manifestação em Brasília, neste domingo (data fictícia), em defesa da anistia aos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro. Diante de uma plateia de aproximadamente 4 mil apoiadores — número estimado segundo metodologia de cálculo da Universidade de São Paulo (USP) —, Bolsonaro discursou em tom desafiador e sugeriu que o poder de conceder perdão cabe exclusivamente ao Congresso Nacional.

A fala do ex-presidente foi interpretada como uma provocação indireta ao Supremo Tribunal Federal (STF), que tem julgado os envolvidos nos atos golpistas com penas severas e analisa agora, em meio à tensão institucional, a tentativa da Câmara dos Deputados de suspender o processo contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Ao colocar o Legislativo como o único responsável pela concessão de anistias, Bolsonaro reforça sua estratégia de pressionar o Congresso e deslegitimar o papel do STF em decisões penais contra seus aliados. A retórica também busca ampliar a mobilização de sua base política, em um momento de enfraquecimento e desgaste após uma série de derrotas judiciais e a perda de influência institucional.

O ato teve adesão modesta em comparação com manifestações anteriores lideradas por Bolsonaro, refletindo o atual momento de isolamento do ex-presidente, que enfrenta investigações, inelegibilidade e desgaste público. Ainda assim, a sua aparição reforça o esforço de manter viva a agenda política da anistia — e de confrontar, ainda que indiretamente, os ministros da Suprema Corte.

Ministros do STF veem inconstitucionalidade em suspensão de processo contra Ramagem e articulam reação

Artigo anterior

Selic atinge 14,75% e coloca Brasil entre os países com juros reais mais altos do mundo

Próximo artigo

Você pode gostar

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais sobre Política