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Dezenove postos de combustíveis nos estados de São Paulo e Goiás estão sendo investigados por suspeita de envolvimento com lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações constam em decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo, obtidas durante uma megaoperação deflagrada na última quinta-feira (28) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Receita Federal.

Parte dos estabelecimentos pertence a Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad Hussein Mourad, apontado como principal alvo da operação. Os dois são investigados por integrar e operar o sistema financeiro paralelo da facção, utilizando empresas e postos de combustíveis para movimentar recursos ilícitos. Mohamad e Roberto Augusto Leme são descritos como peças centrais no ecossistema criminoso, ambos ligados às empresas Aster e Copape.


Postos sob investigação

Sete postos citados nas decisões judiciais estão em Goiás, todos registrados em nome de Armando Mourad:

  • Auto Posto Vini Show (Senador Canedo)

  • Auto Posto Dipoco (Catalão)

  • Posto Santo Antonio do Descoberto (Santo Antônio do Descoberto)

  • Posto Futura JK (Jataí)

  • Posto Futura Niquelândia (Niquelândia)

  • Auto Posto Parada 85 (Goiânia)

  • Auto Posto da Serra (Morrinhos)

Os outros 12 postos estão espalhados por diversas cidades paulistas e são vinculados a investigados com ligação direta ou indireta ao PCC:

  • Auto Posto Conceição (Campinas)

  • Auto Posto Boulevar XV São Paulo (Praia Grande)

  • Auto Posto Yucatan (Arujá)

  • Auto Posto Azul do Mar (São Paulo)

  • Auto Posto Hawai (Guarulhos)

  • Auto Posto Maragogi (Guarulhos)

  • Auto Posto Texas (Catanduva)

  • Auto Posto Bixiga (São Paulo)

  • Auto Posto S3 Juntas (São Paulo)

  • Auto Posto S-10 (São Paulo)

  • Auto Posto Elite de Piracicaba (Piracicaba)

  • Auto Posto Moska (Piracicaba)


Operação contra o crime organizado

A operação que mirou Mohamad Hussein Mourad incluiu mais de 350 mandados de busca e apreensão. A investigação revelou o uso de empresas de fachada, movimentações bancárias suspeitas e uma complexa estrutura financeira que lavava grandes volumes de dinheiro oriundo do tráfico de drogas e outras atividades criminosas do PCC.

Os investigadores acreditam que os postos funcionavam como fachada para integrar o lucro das atividades ilícitas ao sistema financeiro formal, dificultando o rastreamento do dinheiro sujo. A apuração também investiga a eventual participação de laranjas e testas de ferro no controle dos empreendimentos.

A ação conjunta entre Gaeco e Receita Federal visa desmantelar a estrutura empresarial e financeira que sustenta a atuação do crime organizado no país. As investigações seguem em curso.

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