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Investigadores da Polícia Federal encontraram indícios de participação de políticos com foro especial — incluindo líderes de partidos e membros do Congresso — nos negócios de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central. Segundo fontes da PF, os nomes, ainda não revelados, constam no material apreendido quando o banqueiro foi preso em novembro do ano passado. As referências às autoridades, porém, não estariam ligadas às fraudes com carteiras de crédito ou à tentativa de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB), o que possibilita o desmembramento do caso: as apurações sobre fraudes podem ser levadas à primeira instância, enquanto investigações sobre autoridades com foro especial permanecem no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta quinta-feira, o relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli, afirmou que pode devolver o caso Master para a primeira instância após a conclusão dos inquéritos. Em sua primeira manifestação pública sobre a investigação, Toffoli destacou que rejeitou todos os pedidos de anulação das apurações e negou proposta de conciliação apresentada pela defesa de Vorcaro. O ministro confirmou que os trabalhos da PF tiveram prorrogação de 60 dias, mantendo a supervisão do STF com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Toffoli também determinou a quebra do sigilo dos depoimentos e da acareação realizados no inquérito do Banco Master em 30 de dezembro de 2025, autorizando a divulgação dos vídeos dessas diligências, enquanto o restante da investigação permanece sob sigilo até manifestação da PGR. Nos depoimentos, prestados por Vorcaro, pelo ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e pelo diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, foram apresentadas divergências sobre a origem de créditos podres adquiridos pelo BRB a partir de janeiro de 2025.

Durante a acareação, Vorcaro afirmou que o BRB foi informado de que os créditos haviam sido originados por uma empresa terceira, a Tirreno, enquanto Costa disse ter entendido que os ativos pertenciam ao próprio Master, apontando inconsistências que só teriam ficado claras após a conclusão das operações.

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