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CompartilheCompartilhe 0 Um estudo desenvolvido pelo Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Volta Redonda, em parceria com o Instituto Direito Coletivo (IDC), aponta os impactos dos plásticos que não podem ser recuperados na coleta seletiva. A pesquisa, realizada pela Incubadora Tecnológica de Empreendimentos de Economia Solidária do Médio Paraíba (InTECSOL), ligada à universidade, teve como objetivo também mostrar qual a parcela desses plásticos não recicláveis e classificar diferentes tipos de embalagens encontradas. A iniciativa é coordenada pelo professor do Departamento de Administração da UFF de Volta Redonda, Luís Henrique Abegão, com a colaboração dos pesquisadores Demétrio Luiz Riguete Gripp, mestrando em Administração Pública pela UFF, e Priscilla de Souza Francisco, tecnóloga em Logística e em Gestão Ambiental, além da equipe do IDC. A pesquisa aponta para a presença alarmante de embalagens oriundas da indústria alimentícia. Quase 82% dos rejeitos plásticos vêm dessa indústria, com os chamados plásticos BOPP – comumente utilizados em embalagens de biscoitos e salgadinhos – liderando o volume com 36,59%. O impacto gerado nos colaboradores O relatório aponta que cada catador perde, em média, 16 horas de trabalho mensais – o equivalente a dois dias de trabalho completos – no processo de triagem de materiais que não geram renda ao final do processo. Outro ponto ressaltado pelo docente foi o da dificuldade de conseguir um canal de vendas para certos tipos de plásticos, como os que vêm em cima das cartelas de ovos. “Nós tivemos um índice de mais de 60% de plásticos entre os rejeitos, na primeira fase da pesquisa, e de 45% na segunda fase. Em ambas, os plásticos foram a classe mais representativa entre os rejeitos. A partir disso, fizemos um estudo específico para entender quais são os tipos de plásticos encontrados entre os rejeitos, por que ele é considerado rejeito pela cooperativa e por que não tem reciclabilidade”, conta o professor Abegão. Abegão também aponta para um outro aspecto analisado durante o estudo, o impacto dos plásticos não recicláveis na produtividade dos trabalhadores. “Nós não queríamos só olhar para reciclabilidade do plástico, mas também para o trabalho do catador, ou seja, como é que isso impacta nas cooperativas de catadores.” Fonte:Agência Nossa
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