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Atriz pede ajuda para arrecadar R$ 17 milhões destinados ao tratamento de Bryan, diagnosticado com Distrofia Muscular de Duchenne.

 

Paolla Oliveira ao lado de Bryan, garoto que sofre  de Distrofia Muscular de Duchenne

Paolla Oliveira ao lado de Bryan, garoto que sofre de Distrofia Muscular de Duchenne Crédito: Reprodução/Instagram

Paolla Oliveira utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (24) para promover uma campanha de doações em prol de Bryan, um garoto com histórico comovente que enfrenta a Distrofia Muscular de Duchenne, doença genética rara. Na publicação, a artista pede auxílio para arrecadar cerca de R$ 17 milhões necessários para o tratamento da criança.

Com um alerta urgente sobre a expectativa de vida do menino, o vídeo publicado pela atriz já ultrapassou a marca de 3 milhões de visualizações. No registro, Paolla e Bryan aparecem lado a lado explicando que a progressão da patologia afeta as fibras musculares, o que pode comprometer o funcionamento do coração a qualquer momento, caso o tratamento não seja realizado. No caso de Bryan, o tratamento indicado seria a terapia gênica chamada Elevidys.

“Esse é Bryan, uma das muitas crianças e famílias que convivem com a Distrofia Muscular de Duchenne e não encontram caminhos para buscar ajuda”, iniciou Paolla na legenda da publicação. “O olhar dele quebrou meu coração”, confessou a atriz.

Paolla Oliveira por ReproduçãoPaolla Oliveira por Reprodução

O que é Distrofia Muscular de Duchenne?

A Distrofia Muscular de Duchenne é uma doença genética rara e grave que provoca a degeneração progressiva da musculatura esquelética e cardíaca, sendo a forma mais comum de distrofia muscular na infância e afetando, majoritariamente, pacientes do sexo masculino.

A condição decorre de uma mutação no gene da distrofina, situado no cromossomo X. O gene tem a função de produzir a distrofina, proteína vital para a preservação das fibras musculares. Na ausência dessa substância, os músculos sofrem danos contínuos, sendo gradualmente substituídos por tecidos fibrosos e gordurosos. Devido à ligação genética ao cromossomo X, a enfermidade atinge quase exclusivamente pessoas do sexo masculino — em uma proporção de um a cada 3.500 ou 5.000 —, enquanto pessoas do sexo feminino costumam ser apenas portadoras do gene, raramente manifestando a forma severa.

Os sintomas costumam surgir na primeira infância, entre os 2 e 5 anos de idade. Entre os sinais de alerta, se destacam:

– Dificuldade para caminhar, correr e subir degraus;

– Quedas recorrentes e marcha “gingada” (similar ao andar de um pato);

– Pseudo-hipertrofia (aumento do volume das panturrilhas);

– Sinal de Gowers: quando a criança utiliza as próprias pernas como apoio para conseguir se levantar do chão;

– Fraqueza que progride dos membros inferiores para os superiores.

– Geralmente, entre os 10 e 12 anos, a maioria dos pacientes passa a necessitar de cadeira de rodas. Com o agravamento do quadro, ocorre o comprometimento dos músculos respiratórios e do coração (cardiomiopatia).

Embora ainda não exista uma cura definitiva, há tratamentos focados em prolongar e garantir qualidade de vida. As opções incluem o uso de corticoides (como prednisona e deflazacorte) para retardar a evolução da doença, além de fisioterapia, terapia ocupacional e suporte cardiorrespiratório. Em determinados países, também são aprovadas terapias de “leitura translacional” (ataluren) e terapia gênica (como Elevidys), a depender da especificidade de cada caso. Com o acompanhamento multidisciplinar adequado, a expectativa de vida desses pacientes pode alcançar os 30 ou 40 anos.

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