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A oposição na Câmara dos Deputados sinalizou apoio ao fim da escala de trabalho 6×1, uma das principais apostas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano eleitoral. O posicionamento foi confirmado pelo líder do bloco oposicionista, deputado Cabo Gilberto Silva (PL), que ressaltou, no entanto, que o apoio não será irrestrito e dependerá de ajustes no texto da proposta.

Segundo o parlamentar, a oposição defende a aprovação da medida em “termos próprios”, com a adoção da jornada 5×2 e a redistribuição das horas de trabalho. A articulação em curso prevê a unificação dos projetos que tramitam no Congresso Nacional, movimento que também deve alcançar o Senado, impulsionado pelo calendário eleitoral e pela proximidade do pleito.

Nos bastidores, parlamentares avaliam que barrar uma pauta com forte apelo popular às vésperas das eleições representa um alto risco político. Até mesmo oposicionistas considerados mais resistentes à agenda do governo reconhecem o peso do tema, como o senador Esperidião Amin (PP), que admite a sensibilidade da discussão diante da opinião pública.

Enquanto avança o debate sobre a jornada de trabalho, o Congresso Nacional aprovou, já no segundo dia de atividades legislativas do ano, reajustes salariais para os próprios servidores. A medida abre espaço para remunerações acima do teto constitucional de R$ 46 mil, com a criação de novas gratificações que, em alguns casos, podem chegar a 100% do salário-base tanto na Câmara quanto no Senado.

O contraste entre o apoio a pautas de grande impacto social e a aprovação de benefícios internos reforça o clima de atenção redobrada do Legislativo em um ano marcado por disputas eleitorais e pressão da sociedade por mudanças estruturais.

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