Coro e Orquestra Barroco na Bahia apresenta concerto dedicado à obra de Mozart na Catedral Basílica do Santíssimo Salvador 11 horas ago
Liderança e direitos das mulheres negras são tema de encontro promovido pelo Estado da Bahia 24 horas ago
Nova temporada de HARD KNOCKS: CAMPO DE TREINAMENTO estreia em agosto no Space e na HBO Max com foco no Seattle Seahawks 2 dias ago
Tem alguém assistindo? A nova e caótica temporada de RICK AND MORTY já está disponível na HBO Max 22 de julho de 2026
‘The Fox Sisters’, novo filme de Wagner de Assis, revela pôster oficial e anuncia estreia nos cinemas em 24 de setembro 11 de julho de 2026
CompartilheCompartilhe 0 Enquanto a França aposta em continuidade, identidade e planejamento, o Brasil mantém o treinador mais caro do mundo cercado por uma estrutura marcada por instabilidade, interesses políticos e pouca transparência. A França acaba de entregar sua seleção a Zinédine Zidane, um dos maiores nomes da história do futebol mundial. Campeão do mundo como jogador e tricampeão consecutivo da Liga dos Campeões como treinador do Real Madrid, Zidane receberá salário fixo estimado em 300 mil euros por mês — aproximadamente R$ 1,75 milhão. Com todas as bonificações previstas, o valor poderá chegar a cerca de R$ 2,63 milhões mensais, segundo informações divulgadas pela rádio francesa RMC. No Brasil, Carlo Ancelotti recebe cerca de 10 milhões de euros por ano, aproximadamente R$ 58,2 milhões. São quase R$ 5 milhões mensais para comandar uma seleção que acabou eliminada pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, registrando sua pior campanha no torneio desde 1990. Em números diretos, a CBF paga a Ancelotti quase três vezes o salário fixo de Zidane na França. A diferença se torna ainda mais constrangedora quando comparada aos resultados. De acordo com levantamento publicado pela [CNN Brasil] o salário anual de Ancelotti é superior à soma dos vencimentos de Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, treinadores de Argentina e Espanha, finalistas da Copa de 2026. Scaloni recebe aproximadamente 2,3 milhões de euros por ano. De la Fuente, cerca de 2 milhões. Juntos, não chegam nem à metade do salário pago ao treinador da Seleção Brasileira. O problema não é simplesmente Ancelotti ganhar muito. Seu currículo, com cinco títulos da Liga dos Campeões, justifica que esteja entre os treinadores mais valorizados do mundo. A pergunta que precisa ser feita é outra: **o que a CBF está entregando ao futebol brasileiro em troca de um investimento tão gigantesco?** A França tem um projeto; o Brasil procura um salvador A Federação Francesa não contratou Zidane para encobrir uma crise permanente. Ele chega como continuidade de um projeto que manteve Didier Deschamps no comando durante 14 anos. Nesse período, a França conquistou a Copa do Mundo de 2018, foi vice-campeã em 2022, ganhou a Liga das Nações e permaneceu entre as principais seleções do planeta. A troca de treinador acontece de forma planejada, com um nome identificado com o país e um contrato válido até 2030. No Brasil, ocorreu justamente o contrário. Desde a saída de Tite, depois da Copa de 2022, a Seleção passou por Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti. Foram quatro treinadores, diferentes propostas de jogo, promessas interrompidas e mudanças feitas sem que o torcedor compreendesse qual era, afinal, o projeto esportivo da CBF. No mesmo período, a entidade também enfrentou disputas judiciais, troca de presidentes e uma eleição com candidatura única. A instabilidade institucional ficou tão evidente que os próprios jogadores destacaram as sucessivas mudanças no comando da Seleção depois da eliminação na Copa de 2026. O Brasil não perdeu para a Noruega apenas por causa de uma escalação, de um pênalti desperdiçado ou de uma substituição equivocada. A derrota foi o resultado visível de anos de improvisação. A CBF gasta como potência, mas administra a Seleção como se estivesse permanentemente apagando incêndios. Uma história que alimenta a desconfiança Também não é de hoje que o torcedor brasileiro questiona a influência de agentes, intermediários, federações e parceiros comerciais nos bastidores da Seleção. Em 2015, documentos revelados pela imprensa mostraram contratos antigos da CBF para a realização de amistosos nos quais apareciam critérios relacionados ao “valor de marketing” dos jogadores. As substituições de atletas considerados principais deveriam preservar o mesmo peso comercial, segundo as minutas divulgadas na época. Esses documentos históricos não provam que as convocações atuais de Ancelotti sejam determinadas por empresários. Seria irresponsável apresentar essa suspeita como um fato comprovado. Mas eles ajudam a explicar por que a desconfiança nunca desapareceu. Quando uma instituição carrega esse histórico, promove eleições pouco abertas à concorrência, troca constantemente de comando e não apresenta de maneira clara os critérios utilizados nas decisões esportivas, ela deixa espaço para dúvidas legítimas. Quais são os critérios técnicos das convocações? Quem participa efetivamente das decisões? Existem agentes ou intermediários com acesso privilegiado à estrutura da Seleção? Como a CBF administra possíveis conflitos de interesse? Por que os contratos milionários da comissão técnica não são apresentados com maior transparência? O silêncio institucional não comprova interferência, mas também não ajuda a afastar a suspeita. O futebol brasileiro é movimentado por empresários poderosos, negociações milionárias e interesses comerciais legítimos. O problema começa quando não existem mecanismos suficientemente transparentes para garantir ao torcedor que a camisa da Seleção está acima desses interesses. O currículo não pode substituir a cobrança Ancelotti é um treinador histórico. Isso é indiscutível. Mas nenhum currículo pode servir como blindagem permanente contra críticas. O italiano foi contratado como a grande solução para devolver competitividade e identidade à Seleção. Recebeu o maior salário entre os treinadores da Copa e, mesmo após a eliminação nas oitavas, permaneceu prestigiado pela CBF. A permanência pode até ser defendida em nome da continuidade. O que não pode ser aceito é a continuidade sem avaliação pública, sem metas claras e sem prestação de contas. O Brasil não precisa apenas de um treinador famoso. Precisa de uma estrutura profissional, categorias de base integradas, critérios técnicos compreensíveis, planejamento de longo prazo e independência em relação aos grupos políticos e econômicos que circulam pelo futebol. A França paga menos a Zidane porque não espera que ele salve sozinho o futebol francês. Ele será a principal peça de uma engrenagem que já funciona. A CBF, ao contrário, paga uma fortuna a Ancelotti e parece esperar que seu currículo esconda os problemas de uma instituição que ainda não conseguiu oferecer estabilidade, transparência e direção ao futebol brasileiro. Enquanto a França constrói projetos, o Brasil contrata salvadores. E, quando a estrutura continua a mesma, nem o treinador mais vencedor — e mais caro — do mundo consegue fazer milagres.
Coro e Orquestra Barroco na Bahia apresenta concerto dedicado à obra de Mozart na Catedral Basílica do Santíssimo Salvador
Brasil Tem alguém assistindo? A nova e caótica temporada de RICK AND MORTY já está disponível na HBO Max 22 de julho de 20260
Brasil Ação conjunta resgata 35 trabalhadores em condições análogas à escravidão no Piauí 19 de julho de 20260
Brasil Moraes mantém prisão domiciliar de Bolsonaro e proíbe visitas por 30 dias 18 de julho de 20260
Coro e Orquestra Barroco na Bahia apresenta concerto dedicado à obra de Mozart na Catedral Basílica do Santíssimo Salvador 11 horas ago
Liderança e direitos das mulheres negras são tema de encontro promovido pelo Estado da Bahia 24 horas ago
Nova temporada de HARD KNOCKS: CAMPO DE TREINAMENTO estreia em agosto no Space e na HBO Max com foco no Seattle Seahawks 2 dias ago
Tem alguém assistindo? A nova e caótica temporada de RICK AND MORTY já está disponível na HBO Max 22 de julho de 2026
‘The Fox Sisters’, novo filme de Wagner de Assis, revela pôster oficial e anuncia estreia nos cinemas em 24 de setembro 11 de julho de 2026