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O Opeth lançou na última sexta-feira The Last Will & Testament, seu 14º álbum de estúdio, que pode ser visto tanto como um retorno às suas raízes quanto um movimento ousado para o futuro. Pela primeira vez em 16 anos, o vocalista e guitarrista Mikael Åkerfeldt resgata o estilo de canto gutural, característico do death metal, que dominou a primeira metade da carreira da banda. Essa mudança surpreende muitos, já que o Opeth abandonou completamente esse estilo em Heritage, de 2011, um álbum que gerou divisões entre os fãs devido à mudança drástica de sonoridade.

Com The Last Will & Testament, a banda sueca parece buscar um equilíbrio entre seus momentos mais pesados e experimentais, trazendo de volta elementos do death metal enquanto ainda explora suas influências de prog-metal e rock progressivo. A decisão de Åkerfeldt de reintroduzir o vocal gutural, que havia sido deixado de lado para dar lugar a uma abordagem mais melódica, provavelmente dividirá novamente as opiniões de sua base de fãs. Para alguns, esse movimento pode ser um retorno bem-vindo à sua sonoridade mais agressiva e visceral, enquanto outros podem ver isso como um retrocesso em relação ao amadurecimento musical da banda.

O impacto de The Last Will & Testament no legado do Opeth só poderá ser avaliado com o tempo, mas, sem dúvida, este álbum é uma reavaliação ousada de sua trajetória musical, misturando o novo e o antigo de maneira intrigante. O Opeth continua a desafiar expectativas e, ao mesmo tempo, a explorar as fronteiras do metal, mantendo-se uma das bandas mais respeitadas e inovadoras da cena.

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