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CompartilheCompartilhe 0 O que parecia ser mais um episódio da crescente violência no Rio de Janeiro tornou-se um marco trágico da brutalidade policial no Brasil. Em uma megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte carioca, 121 pessoas morreram, entre elas quatro agentes de segurança, no que já é considerada a mais violenta ação policial da história do país. Desde as primeiras horas da quarta-feira (29), corpos foram sendo retirados de áreas de mata que cercam as comunidades, dominadas pela facção Comando Vermelho. No início da noite, dezenas de cadáveres aguardavam remoção para o Instituto Médico Legal (IML) do Rio. Segundo a Defensoria Pública, o número de vítimas pode ultrapassar 130 pessoas, e ainda não há confirmação de que todas fossem criminosos. A dimensão da tragédia só é comparável ao Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, quando 111 detentos foram mortos durante uma intervenção policial em São Paulo. Apesar da comoção nacional e das denúncias de abusos e execuções, o governador Cláudio Castro (PL) comemorou o resultado da operação, afirmando que “de vítimas lá só tivemos os policiais”. A declaração foi dada durante uma videoconferência com governadores de direita, entre eles Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Jorginho Mello (SC) e Mauro Mendes (MT). Governo Federal reage e cria escritório emergencial Diante da repercussão, o governo federal enviou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ao Rio para se reunir com Cláudio Castro no Palácio Guanabara. Após o encontro, foi anunciada a criação de um Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado, que atuará de forma integrada entre forças estaduais e federais, sob coordenação do secretário de Segurança, Victor Santos. Lewandowski afirmou que o núcleo servirá como embrião da PEC da Segurança Pública, ainda em tramitação no Congresso, e tem como meta tomar decisões rápidas sem criar estruturas burocráticas. O ministro também discutiu com o governador o uso do termo “narcoterrorismo” e a possível solicitação de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), o que foi descartado por Castro. Planejamento e alta letalidade O secretário de Polícia Militar, Marcelo Menezes, informou que a operação foi planejada durante 60 dias, com base em análises de inteligência e simulações de cenário. A estratégia adotada, conhecida como “muro do Bope”, consistiu em cercar os traficantes e empurrá-los em direção à mata — área desabitada usada como rota de fuga. Segundo Menezes, a ação buscava evitar mortes de inocentes, embora reconhecesse que a alta letalidade era previsível, mas não desejada. STF exige explicações O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governador Cláudio Castro preste esclarecimentos detalhados sobre a operação. A decisão foi tomada no contexto da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que trata da letalidade policial no Rio. O STF já havia reconhecido parte do plano estadual de redução de mortes, mas impôs medidas estruturais de controle da violência policial. Enquanto isso, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, revelou que a PM consultou a corporação sobre participar da ação, mas a PF recusou. “Nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável para que a gente participasse”, afirmou Rodrigues. A declaração causou irritação no presidente Lula, que, segundo apuração da colunista Vera Magalhães, decidiu não se pronunciar publicamente para evitar o acirramento político — especialmente diante de pesquisas internas que apontam apoio popular à operação. Investigações e desdobramentos A Polícia Civil abriu inquérito para investigar moradores que removeram corpos da mata, sob suspeita de fraude processual. Até o momento, 113 pessoas foram presas, incluindo Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão”, apontado como operador financeiro do Comando Vermelho no Complexo da Penha. Outros dez menores foram apreendidos. Em resposta aos protestos e barricadas erguidas após a operação, dez líderes do Comando Vermelho presos em Bangu 3 foram transferidos para o presídio de segurança máxima Bangu 1, enquanto aguardam transferência para unidades federais.
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