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CompartilheCompartilhe 0 O Ceará segue consolidando sua posição como um dos principais polos digitais do Brasil com a inauguração, prevista para outubro, do data center Mega Lobster, em Fortaleza, a apenas uma quadra da praia do Futuro. O empreendimento, da Tecto, empresa de infraestrutura do BTG Pactual, será o terceiro data center da companhia no estado e representa uma expansão de 50% na capacidade instalada de processamento de dados no Ceará. Com um investimento de R$ 550 milhões e potencial para atingir 20 megawatts (MW) de energia, o Mega Lobster reforça a atratividade da região para gigantes da tecnologia. Entre os principais fatores estão a localização estratégica, a presença de 16 cabos submarinos de internet e o baixo custo de terrenos em comparação com os grandes centros do Sudeste. A nova estrutura coloca o Ceará ainda mais próximo de ultrapassar o Rio de Janeiro e se tornar o segundo maior polo digital do país, atrás apenas de São Paulo. A conclusão do complexo da Casa dos Ventos, em Caucaia, também contribui para esse avanço. No entanto, o crescimento acelerado da infraestrutura digital no estado tem gerado tensões locais. Em Caucaia, o povo indígena Anacé protesta contra a expansão de empreendimentos tecnológicos, alegando falta de consulta prévia, um direito assegurado por convenções internacionais e pela Constituição brasileira. Outro ponto sensível é o licenciamento ambiental dos data centers, que, segundo especialistas, tem seguido os mesmos critérios aplicados a shoppings centers, sem considerar as especificidades e o impacto ambiental potencial de empreendimentos de grande porte energético e tecnológico. Apesar das controvérsias, o avanço do Ceará no setor de infraestrutura digital tem colocado o estado no radar de big techs globais, consolidando sua posição como hub de conectividade internacional e um dos protagonistas da transformação digital no país. O desafio, agora, é equilibrar desenvolvimento econômico, inovação e respeito aos direitos sociais e ambientais das comunidades afetadas.
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