Ilustracao sobre o novo CNPJ alfanumerico. Arte: Portal 2 de Julho
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A partir de julho de 2026, o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passa a adotar o formato alfanumérico, com letras e números. A mudança foi definida pela Receita Federal por meio da Instrução Normativa RFB nº 2.229, de outubro de 2024, e marca a maior alteração no documento desde a sua criação.

Na prática, o CNPJ vai continuar com 14 caracteres. As oito primeiras posições, que formam a raiz do número, passarão a combinar letras e números; as quatro seguintes, que identificam a ordem do estabelecimento, também serão alfanuméricas. Apenas os dois últimos dígitos, os verificadores, permanecerão exclusivamente numéricos.

O que muda para as empresas

O novo formato vale apenas para os registros feitos a partir de julho de 2026, incluindo as filiais de empresas já constituídas. Os CNPJs já existentes não serão afetados: os números atuais continuam válidos e não precisam ser alterados, assim como os dígitos verificadores.

A transição será progressiva. A Receita Federal orienta que empresas, contadores e desenvolvedores de sistemas adaptem softwares, cadastros e bancos de dados para reconhecer o novo padrão, evitando falhas na emissão de notas fiscais, em contratos e em operações bancárias.

Por que a mudança

A adoção do modelo alfanumérico atende ao crescimento do número de empresas no país e à necessidade de ampliar as combinações possíveis de identificação. Ao incorporar as 26 letras do alfabeto às posições que antes eram apenas numéricas, o sistema amplia de forma expressiva a capacidade de gerar novos registros para as próximas décadas.

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