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NOTA À IMPRENSA
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia informa, em primeiro lugar, que o óbito citado será investigado pelas instâncias competentes para confirmação da causa da morte, como determina o protocolo sanitário. O prefeito de Salvador, Bruno Reis, deveria explicar à primeira-dama que não se deve transformar a dor de uma família em palanque antes da apuração técnica dos fatos.
A Sesab esclarece que a regulação da paciente não ficou parada. A solicitação foi inserida às 14h35 e teve encaminhamento definido às 18h13, em menos de quatro horas. O quadro informado pela unidade de origem já era grave, com sinais de alarme e manifestação hemorrágica. Infelizmente, apesar da resposta do Estado, a paciente evoluiu a óbito. É uma perda que lamentamos profundamente, mas não aceitaremos que uma tragédia seja usada de forma irresponsável contra quem trabalhou para salvar essa vida.
O Governo do Estado já vinha atuando em Uauá e em outros municípios em situação de alerta ou epidemia de dengue, com apoio técnico e operacional às gestões municipais, orientação às equipes de saúde, monitoramento epidemiológico e suporte à organização da rede assistencial. No município, já foi realizado ciclo de UBV, medida adotada conforme critérios técnicos da vigilância para reduzir a circulação do mosquito transmissor.
Os dados epidemiológicos também demonstram que o trabalho está em curso. Em 2026, até 27 de abril, a Bahia registrou 8.106 casos prováveis de dengue, redução de 45,5% em relação ao mesmo período de 2025. Uauá possui 697 casos notificados.
Além das ações nos territórios, a Bahia vem reforçando o enfrentamento às arboviroses com ampliação da vigilância, apoio ao manejo clínico, UBVs, distribuição de testes, vacinação, instalação do Centro de Operações de Emergência para arboviroses e avanço de tecnologias como o método Wolbachia, em articulação com o Ministério da Saúde e os municípios.
O Estado está trabalhando e continuará presente onde for necessário. O que não ajuda a população é politizar o sofrimento das famílias e tentar esconder que o combate à dengue começa no território, na atenção básica, na vigilância municipal, na busca ativa e na eliminação dos focos do mosquito. Como primeira-dama de Salvador, Rebeca Cardoso deveria olhar primeiro para a própria capital, onde a Prefeitura ainda convive com baixa cobertura de agentes comunitários, atenção primária insuficiente e dificuldade histórica de organizar a porta de entrada do SUS. Quem não estrutura a prevenção, sobrecarrega as urgências e depois tenta jogar a conta no colo do Estado. A Sesab seguirá fazendo sua parte, com apoio aos municípios, responsabilidade técnica e respeito à verdade.

Sesab convoca 358 profissionais do Reda 001/2025 para reforçar a assistência à saúde na Bahia

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