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Morreu neste domingo, aos 73 anos, o ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann, que lutava desde o ano passado contra um câncer no pâncreas. Pernambucano do Recife, Jungmann construiu uma trajetória marcada pelo diálogo, pela defesa da democracia e pela atuação em áreas estratégicas do Estado brasileiro, deixando forte repercussão no meio político e institucional.

Raul Jungmann ganhou projeção nacional em 1996, ao assumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2002, foi eleito deputado federal, cargo para o qual se reelegeu em 2006. Em 2010, disputou o Senado, sem êxito, retornando à Câmara dos Deputados nas eleições de 2014.

Em 2016, já no governo Michel Temer, Jungmann assumiu o Ministério da Defesa, comandando as Forças Armadas em um período de instabilidade política no país. Dois anos depois, em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil, pasta criada com o objetivo de integrar e fortalecer as políticas de segurança em nível nacional.

Reconhecido como um homem de diálogo e articulador respeitado entre diferentes correntes políticas, Jungmann teve sua morte lamentada por autoridades, amigos e colegas. O ex-presidente Michel Temer afirmou que ele foi “um homem que soube servir ao país”, enquanto o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), destacou que o Brasil perdeu “um dos mais capacitados e éticos homens públicos” que já conheceu.

A morte de Raul Jungmann encerra uma trajetória dedicada à vida pública, marcada pelo compromisso com as instituições democráticas, pela busca de consensos e pela defesa do interesse nacional.

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