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Um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificar como “matança” a operação policial que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes anunciou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar esquemas de lavagem de dinheiro de facções e milícias e a infiltração dessas organizações no poder público.

O anúncio foi feito durante a abertura de uma audiência pública sobre segurança no estado, nesta quinta-feira (6). De acordo com Moraes, o objetivo central da investigação é desarticular a estrutura financeira das quadrilhas, etapa considerada fundamental para enfraquecer o crime organizado, reduzir a violência e permitir a retomada de territórios atualmente sob domínio de grupos criminosos.

“Sem atingir o fluxo financeiro, não há como combater de forma efetiva o crime organizado. É preciso estrangular economicamente essas organizações para que percam poder e influência”, afirmou Moraes.

O ministro também criticou a falta de autonomia e estrutura da perícia oficial do Rio de Janeiro, que hoje é subordinada à Polícia Civil, e defendeu mudanças institucionais para garantir independência técnica nas investigações criminais.

O anúncio de Moraes ocorre em meio à repercussão das declarações de Lula, que, na quarta-feira (5), lamentou o alto número de mortes e prometeu apoio federal para apurar as circunstâncias da operação. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, da Folha de S.Paulo, o presidente surpreendeu aliados ao afirmar publicamente que o governo planejava ceder legistas da Polícia Federal para atuar nas investigações — medida que não havia sido discutida previamente com o Ministério da Justiça nem com a PF.

Integrantes do governo foram pegos de surpresa pela fala de Lula, que reforçou a necessidade de investigar excessos e garantir transparência nas apurações sobre a megaoperação policial.

Com o novo inquérito determinado por Moraes, a Polícia Federal passa a ter um papel mais ativo nas investigações sobre o crime organizado no Rio, em uma tentativa de atacar as raízes financeiras e institucionais das facções e milícias que controlam áreas do estado.

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