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CompartilheCompartilhe 0 Estudo revela que escolas brasileiras estão despreparadas para eventos extremos de clima e colocam milhões de alunos em risco Um estudo recente conduzido por pesquisadores ligados ao Observatório Nacional de Segurança Hídrica e Gestão Adaptativa revelou um cenário preocupante: 57,6% dos mais de 26 milhões de estudantes do Ensino Médio no Brasil estão matriculados em escolas com baixa ou mínima resiliência a enchentes. Além disso, 33,8% frequentam instituições sem preparo adequado para enfrentar períodos de seca. Com base em dados georreferenciados e no Índice de Segurança Hídrica, os pesquisadores mapearam a exposição das escolas a extremos climáticos em todo o país. O cruzamento de informações apontou que quase 5 milhões de alunos estudam em áreas com resiliência mínima a inundações, enquanto cerca de 10 milhões estão em regiões com baixa capacidade de adaptação. A vulnerabilidade escolar a desastres climáticos vem se tornando mais evidente à medida que eventos extremos se tornam mais frequentes e intensos. Em 2024, por exemplo, uma seca severa atingiu a região amazônica e impediu milhares de alunos de chegarem às escolas, especialmente nas comunidades ribeirinhas que dependem da navegação pelos rios Trombetas e Madeira. Sem condições de deslocamento, muitos estudantes ficaram fora das salas de aula por semanas. Segundo os especialistas envolvidos no estudo, a falta de infraestrutura adaptativa e de políticas públicas eficazes expõe não apenas o sistema educacional, mas também o futuro de milhões de jovens. “A escola precisa ser um espaço seguro diante das mudanças climáticas. Quando ela colapsa, os impactos extrapolam o ensino e afetam o desenvolvimento social e econômico das comunidades mais vulneráveis”, alertam os pesquisadores. O relatório do Observatório propõe ações integradas entre os Ministérios da Educação, Meio Ambiente e Integração Regional para promover investimentos em infraestrutura resiliente, principalmente nas áreas mais afetadas por secas prolongadas e chuvas intensas. A pesquisa lança luz sobre a urgência de políticas públicas que tratem a crise climática como uma ameaça direta à educação e ao futuro das novas gerações. Em um país marcado por desigualdades regionais, preparar as escolas para enfrentar desastres ambientais não é apenas uma questão de infraestrutura — é uma questão de justiça social.
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