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O presidente Lula voltou a conversar por telefone, nesta terça-feira, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ligação, realizada por volta do meio-dia, tratou de temas centrais da agenda bilateral — entre eles, comércio, tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros e cooperação na área de segurança. O diálogo ocorre em um momento sensível da política regional, marcado pela escalada da crise na Venezuela e pela recente prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social, Lula elogiou o recuo do governo americano em relação ao chamado “tarifaço” e pediu rapidez nas negociações sobre outros itens pendentes da pauta comercial. Segundo a nota, Trump demonstrou disposição para avançar nas tratativas e aprofundar o diálogo econômico entre os dois países.

Os presidentes também discutiram uma atuação conjunta no combate ao crime organizado, um tema que ambos têm destacado como prioritário em suas agendas internas e externas.

Sinalização pública de Trump reforça aproximação

Logo após a conversa, Trump comentou a ligação em sua rede Truth Social, afirmando que pretende se encontrar pessoalmente com Lula “em breve”. Ele ressaltou que o diálogo abordou comércio, crime organizado e as sanções impostas pelos EUA ao Brasil.

“Estou ansioso para vê-lo e falar com ele em breve. Muitas coisas boas virão desta parceria recém-formada”, escreveu o presidente americano, em tom de entusiasmo diplomático.

O gesto reforça a avaliação de que a relação entre os dois líderes se desenvolve com rapidez, apesar de diferenças ideológicas marcantes e de um histórico recente de tensão nas relações bilaterais.

Cenário regional e desafios internos

A conversa ocorre em um contexto de instabilidade na Venezuela, que tem mobilizado atenções de Washington e Brasília. No Brasil, o diálogo também ganha relevância por acontecer pouco mais de uma semana após a prisão de Jair Bolsonaro, fato que ampliou a temperatura política nacional.

A reaproximação entre os dois governos, segundo interlocutores do Planalto, é vista como estratégica para facilitar negociações econômicas e alinhar cooperações de segurança em um momento em que ambos enfrentam desafios domésticos complexos.

A expectativa agora é que as equipes diplomáticas acelerem os preparativos para um encontro presencial, que pode redefinir o ritmo da relação Brasil–Estados Unidos nos próximos meses.

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