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A Justiça da Itália aceitou o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), presa no país desde julho do ano passado. A decisão, no entanto, ainda não é definitiva e pode ser contestada pela defesa.

O caso agora pode seguir para a Corte de Cassação, a mais alta instância do Judiciário italiano. Os advogados da ex-parlamentar têm prazo de até 15 dias para apresentar recurso, e a decisão final pode levar até seis meses, período que costuma ser reduzido em situações envolvendo réus presos.

A sentença foi proferida em fevereiro pela Corte de Apelação de Roma, após meses de tramitação e tentativas da defesa de adiar o julgamento, mas só veio a público agora. O advogado de Zambelli criticou o resultado, classificando-o como injusto e alegando que os argumentos apresentados não foram devidamente considerados.

Na decisão, a Corte italiana sustentou que os crimes atribuídos à ex-deputada também estão previstos na legislação do país europeu. O tribunal considerou legal o pedido apresentado pelo governo brasileiro e afirmou não haver impedimentos para a extradição.

Segundo a sentença, os fatos descritos no processo configuram crime tanto no Brasil quanto na Itália, atendendo aos requisitos previstos no acordo bilateral firmado entre os dois países, o que reforça a viabilidade jurídica da extradição.

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