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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu encaminhar ao Congresso Nacional a indicação do ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A formalização ocorre cerca de quatro meses após o anúncio inicial do nome.

A vaga foi aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. A escolha de Messias, no entanto, enfrentou resistência política, especialmente no Senado, onde parte da cúpula defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco.

O envio da mensagem presidencial havia sido adiado diante de um cenário considerado desfavorável para o indicado. Ainda assim, a decisão de Lula surpreendeu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que, segundo interlocutores, não foi previamente consultado sobre a formalização da indicação.

Sabatina ainda indefinida

A tramitação agora depende da análise do Senado, incluindo sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente do colegiado, Otto Alencar, afirmou que ainda não há previsão para a realização da sabatina e que o tema não foi discutido com Alcolumbre.

Nos bastidores, Jorge Messias já sinalizou a aliados a intenção de se reunir com o presidente do Senado para destravar o processo. No entanto, Alcolumbre tem evitado estabelecer prazos e indicou que pode adiar a decisão sobre a análise do nome.

A indicação ocorre em meio a um ambiente político sensível no Congresso, onde articulações e disputas por influência continuam impactando o andamento de pautas estratégicas, incluindo a escolha de ministros para a Suprema Corte.

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