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O Tribunal Superior de Londres decidiu, na última sexta-feira, que a mineradora BHP é legalmente responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana (MG) em novembro de 2015. A companhia anglo-australiana, que dividia o controle da Samarco com a Vale, passa a responder formalmente pelos danos ambientais e sociais provocados pela tragédia que deixou 19 mortos e devastou a bacia do Rio Doce.

A corte britânica concluiu que a BHP deve ser responsabilizada independentemente de culpa, por estar diretamente vinculada à atividade considerada poluidora. A definição dos valores de indenização será tratada em um novo julgamento marcado para outubro de 2026, etapa que tende a mobilizar milhares de atingidos ao longo de Minas Gerais e Espírito Santo.

Em nota, a mineradora afirmou que vai recorrer da decisão. A ação tramita no Reino Unido porque associações de atingidos buscaram naquele país uma alternativa ao lento andamento dos processos no Brasil.

Quase dez anos após o desastre, nenhuma pessoa foi condenada pela tragédia em território brasileiro. O processo criminal segue sem decisão definitiva, enquanto comunidades atingidas ainda enfrentam consequências ambientais, econômicas e sociais do maior desastre socioambiental da história do país.

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