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O cenário de instabilidade política no Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo na noite desta quinta-feira, após a anulação da sessão que havia eleito o deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Assembleia Legislativa e, consequentemente, novo governador do estado.

A decisão foi tomada pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Ela acatou mandados de segurança apresentados por Partido Social Democrático (PSD) e Partido Democrático Trabalhista (PDT), que questionaram a validade da sessão realizada de forma acelerada.

Na decisão, a magistrada determinou que a eleição só poderá ocorrer após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) definir quem assumirá a vaga deixada por Rodrigo Bacellar (PL), ex-presidente da Alerj que teve o mandato cassado. A expectativa é que essa definição ocorra na próxima terça-feira.

A atual configuração de poder no estado também reflete mudanças recentes no Executivo. O desembargador Ricardo Couto assumiu o governo fluminense após a renúncia de Cláudio Castro, o que levou Suely Magalhães a ocupar interinamente a presidência do tribunal.

A crise política no estado motivou críticas contundentes. A jornalista Vera Magalhães afirmou que o país acompanha com “estupefação” mais um episódio da deterioração institucional fluminense. Segundo ela, o Rio de Janeiro tem sido, há décadas, “um laboratório macabro” de captura de governos, parlamentos, partidos e forças de segurança pelo crime organizado.

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