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Israel intensificou, ao longo do domingo e da madrugada desta segunda-feira, seus ataques ao Líbano, focando na milícia xiita Hezbollah. No entanto, o Hamas também se tornou alvo, com a confirmação da morte de Fateh Sherif Abu el-Amin, representante do grupo no Líbano, durante um bombardeio no sul do país. O Ministério da Saúde libanês reportou que ao menos 105 pessoas morreram e 359 ficaram feridas em incursões aéreas em duas áreas distintas. Além disso, estima-se que cerca de 100 mil pessoas tenham fugido para a Síria.

As hostilidades seguem a morte de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, ocorrida na sexta-feira, juntamente com outros 20 líderes da milícia. Nasrallah era visto como uma figura central, atuando como guia religioso e comandante-chefe, e sua morte pode mudar o rumo do conflito entre Israel e as forças apoiadas pelo Irã. O governo iraniano, que financia tanto o Hamas quanto o Hezbollah, alertou que as ações israelenses “não passarão impunes”, mas ainda não respondeu com movimentos militares.

Além do Líbano, Israel lançou ataques a alvos dos Houthis no Iémen, em resposta a recentes ações contra seu território. Os ataques resultaram na morte de pelo menos quatro pessoas e 29 feridos, segundo informações do Ministério da Saúde controlado pelos Houthis. Mohammed Abdulsalam, porta-voz do grupo, declarou que os ataques israelenses não desanimarão os Houthis em sua luta por Gaza e Líbano.

No cenário diplomático, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou com o chanceler libanês para discutir a repatriação de brasileiros no Líbano, em meio ao agravamento do conflito.

O contexto atual é descrito por analistas como parte de uma luta mais ampla nas relações internacionais, substituindo a antiga dinâmica da Guerra Fria, com Israel agindo contra as influências do Irã, Rússia, Coreia do Norte e até mesmo China.

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