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Israel iniciou neste domingo a retirada da barreira instalada na Passagem de Rafah, única ligação entre a Faixa de Gaza e o Egito, medida que abre caminho para a reabertura do ponto de fronteira prevista para a manhã desta segunda-feira, mas que não representa a liberação plena da circulação de pessoas no território palestino.

De acordo com o governo israelense, apenas 50 pessoas por dia serão autorizadas a deixar Gaza, exclusivamente em casos de comprovada necessidade de atendimento médico, mantendo fortes restrições ao deslocamento da população em meio à crise humanitária agravada pelo conflito.

Paralelamente, Israel anunciou a proibição total das atividades da organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Faixa de Gaza a partir do próximo dia 28. As ações da entidade já estavam suspensas desde dezembro, quando a organização se recusou a cumprir uma ordem das autoridades israelenses para fornecer a lista nominal de seus funcionários que atuam no território.

A decisão amplia as críticas de organizações humanitárias e da comunidade internacional, que alertam para o impacto das restrições no acesso a cuidados de saúde, especialmente em um cenário de colapso do sistema médico local e de aumento no número de feridos e doentes.

A Passagem de Rafah é considerada estratégica para a entrada de ajuda humanitária e para a saída de civis em situações de emergência, e sua reabertura parcial ocorre sob forte vigilância internacional, diante das limitações impostas e do endurecimento das medidas de segurança adotadas por Israel.

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