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CompartilheCompartilhe 0 Aos 72 anos, dona de uma carreira que soma 163 filmes e 19 prêmios, a atriz francesa Isabelle Huppert segue em busca de desafios. Em Salvador para apresentar o longa “A Mulher Mais Rica do Mundo” no Festival de Cinema Francês do Brasil 2025, ela falou na sexta-feira (5) sobre sua admiração pelo cinema brasileiro e o desejo de filmar no país. “Adoraria trabalhar aqui e fazer um filme com um diretor brasileiro”, afirmou Huppert, que tem histórico de colaborações internacionais com cineastas como Hong Sang-soo (Coreia do Sul), Rithy Panh (Camboja) e Brillante Mendoza (Filipinas). A atriz disse já ter um nome em mente, mas preferiu manter o suspense: “Eu não vou contar pra vocês”, disse, sorrindo. Entre os brasileiros que admira, citou Kleber Mendonça, Walter Salles, Karim Aïnouz e Fernando Meirelles. Novo filme e escolhas criativas Em conversa com a imprensa antes do debate que antecedeu a exibição de seu novo longa, Huppert comentou os elementos que a atraíram em “A Mulher Mais Rica do Mundo”, dirigido por Thierry Klifa. Inspirado na vida de Françoise Bettencourt-Meyers, herdeira do império L’Oréal, o filme mistura thriller psicológico com drama burguês e acompanha a relação entre Marianne Farrère (Huppert), uma mulher rica e influente, e Pierre-Alain Fantin (Laurent Lafitte), escritor e fotógrafo. A atriz contou que demorou a se conectar com a história, mas mudou de ideia ao concluir o roteiro.“Os diálogos eram muito espirituosos, muito engraçados. Percebi imediatamente o potencial de todos os personagens”, disse. Humanizando o moralmente ambíguo Huppert destacou que o filme traz personagens que podem ser vistos como moralmente duvidosos, algo que considera artisticamente desafiador.“Esse tipo de pessoa não é imediatamente agradável. Você observa de longe, ri delas, e gradualmente começa a se importar”, explicou. Ela acrescentou que, embora inspirado em fatos reais, o filme é tratado como ficção:“Não é um documentário, embora seja baseado em duas pessoas e dois fatos. Os diretores decidiram dar um passo atrás para realmente contar uma história”, afirmou.
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