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O estudante de medicina Edcley Teixeira, já investigado pela Polícia Federal por antecipar questões do Enem 2025, também divulgou em março — oito meses antes da aplicação — as respostas corretas de outras duas questões de matemática em um grupo de WhatsApp que reunia alunos de suas mentorias. As mensagens, agora analisadas pelos investigadores, reforçam a suspeita de acesso prévio ao conteúdo do exame.

No grupo, Edcley afirmou que a probabilidade “125/216” seria a alternativa correta de uma questão sobre lançamento de dados. Ele também antecipou que o resultado “5” resolveria um problema envolvendo diluição de solução. Ambas as questões, com dados idênticos aos apresentados pelo estudante, apareceram no exame oficial, permanecendo válidas no gabarito do Inep. A autarquia decidiu anular apenas os três itens que haviam sido divulgados por Edcley em uma live no YouTube dias antes da prova.

Procurado, o Inep afirmou em nota que não prevê novas anulações, mantendo o conjunto de respostas originalmente estabelecido — com exceção das três questões já invalidadas.

As revelações ampliam o alcance das suspeitas sobre o acesso irregular ao conteúdo do Enem e devem aprofundar a apuração conduzida pela Polícia Federal, que investiga a origem e a possível cadeia de transmissão das informações antecipadas. O caso reacende debates sobre segurança, sigilo e vulnerabilidades no processo de elaboração e aplicação do exame, que mobiliza milhões de estudantes em todo o país.

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