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A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) já enfrenta obstáculos políticos no Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avalia retardar o envio da indicação para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa essencial antes da votação em plenário.

Segundo interlocutores, Alcolumbre teria ficado contrariado com o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter anunciado a indicação durante reunião ministerial sem articulação prévia com o comando do Senado, o que aumentou a tensão política em torno do processo.

Apesar disso, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), sinalizou disposição para acelerar a tramitação assim que a indicação for oficialmente recebida. Ele afirmou que pretende realizar a leitura da mensagem na comissão em até oito dias e, em seguida, definir a data da sabatina em conjunto com o indicado.

Em busca de apoio, Jorge Messias enviou carta aos senadores na qual afirma que, se aprovado, atuará com independência e imparcialidade no STF. No documento, destacou ter “absoluta consciência” das exigências do cargo, incluindo distanciamento institucional, serenidade nas decisões e respeito à separação dos Poderes.

O cenário, no entanto, foi tensionado por declarações recentes de Lula. Em entrevista, o presidente afirmou que alguns senadores “pensam que são Deus”, o que gerou irritação entre parlamentares do Centrão e pode dificultar ainda mais a articulação política em torno da indicação.

De acordo com levantamento divulgado pela imprensa, Messias ainda não possui maioria garantida de votos na CCJ, embora o apoio ao seu nome tenha crescido nos últimos dias. O desfecho da indicação dependerá da capacidade do governo de recompor o diálogo com o Senado e consolidar uma base favorável à aprovação.

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