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Sob pressão do Congresso, Planalto acelera liberação de emendas e destrava negociações sobre a LDO

Com o ano eleitoral se aproximando e a necessidade de aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ainda pendente, o governo federal cedeu à pressão do Congresso Nacional e destravou a liberação das emendas de comissão, um dos principais instrumentos de negociação política entre o Executivo e o Legislativo.

Segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), o valor pago saltou de R$ 391 milhões na sexta-feira para R$ 1,013 bilhão nesta segunda-feira — um aumento de 159% em apenas dois dias.

A movimentação ocorreu após cobranças diretas do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que teria exigido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um calendário de liberação das emendas, diante do descontentamento crescente entre parlamentares com a lentidão na execução dos recursos.

As emendas de comissão são indicações coletivas feitas por comissões temáticas da Câmara e do Senado, geralmente voltadas para obras e programas setoriais, e se tornaram um ponto sensível na relação entre o governo e sua base parlamentar.

Com a liberação, o Planalto busca desarmar tensões com o Congresso e garantir a aprovação da LDO, peça essencial para a elaboração do Orçamento de 2026. A medida também é vista como um gesto político para fortalecer o diálogo com lideranças partidárias em um momento de instabilidade na articulação política e de recomposição de apoio no Parlamento.

Nos bastidores, aliados avaliam que a estratégia do governo visa equilibrar a governabilidade e o controle fiscal, evitando novos embates públicos com o Legislativo às vésperas de um ciclo eleitoral decisivo.

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