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Garantia da Lei e da Ordem em Belém

O governo federal publicou nesta segunda-feira no Diário Oficial da União o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para Belém, no Pará, durante a realização da COP30, que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro.

A medida, solicitada pelo governador Helder Barbalho (MDB), autoriza as Forças Armadas a atuar com poder de polícia até o dia 23 de novembro. Elas poderão abordar e prender cidadãos em atividades suspeitas e realizar ações de segurança em áreas estratégicas, como as usinas hidrelétricas de Belo Monte e Tucuruí, além de portos, subestações de energia e o Aeroporto Internacional Val-de-Cans.

A GLO também protegerá a Cúpula de Líderes, marcada para quinta e sexta-feira, incluindo o perímetro externo do Parque da Cidade, onde estarão instalados os pavilhões da Green Zone e da Blue Zone da COP30. Serão mobilizados cerca de 8 mil militares.


Ausência dos Estados Unidos na COP30

O presidente Donald Trump, além de não participar do evento, não enviará representantes de alto nível dos EUA à COP30, segundo um funcionário da Casa Branca. A ausência americana era esperada, mas a falta de qualquer delegação de destaque pode facilitar negociações técnicas baseadas em consenso, sem que entraves políticos norte-americanos travem metas ou financiamento climático.


Redução de emissões de gases no Brasil

Segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), o Brasil registrou a segunda maior queda nas emissões de gases do efeito estufa entre 2023 e 2024: de 2,58 bilhões de toneladas de CO₂ para 2,15 bilhões, uma redução de 16,7%, a maior desde 2009. A diminuição foi puxada pelo combate ao desmatamento, enquanto setores como agropecuária, indústria e energia permaneceram estáveis ou cresceram.

Apesar do progresso, o país não atingirá a meta climática de 2025 estabelecida no Acordo de Paris. A meta era limitar as emissões líquidas a 1,32 tonelada, mas a estimativa final é de 1,44 tonelada, ultrapassando o limite em 9%. Pesquisadores apontam que o governo Lula não conseguiu reverter totalmente o aumento da poluição ocorrido durante a administração de Bolsonaro (2019-2022).

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