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Tentativas de censura a livros sobre raça e LGBTQIA+ disparam nos EUA, alertam editoras na Feira de Frankfurt

Durante a Feira do Livro de Frankfurt, o maior evento editorial do mundo, editoras e defensores da liberdade de expressão fizeram um alerta sobre o crescimento acelerado das tentativas de censura a livros nos Estados Unidos, especialmente aqueles que abordam questões raciais, de gênero e sexualidade.

Segundo a Associação Americana de Bibliotecas (ALA), mais de 9 mil publicações foram contestadas em 2023, número que representa um salto impressionante em relação às cerca de 300 obras alvo de reclamações em 2020. Os alvos mais frequentes incluem livros que discutem identidade de gênero, sexualidade LGBTQIA+ e histórias protagonizadas por pessoas negras ou indígenas.

As ações têm partido principalmente de grupos conservadores, que pressionam por restrições em escolas e bibliotecas públicas, alegando que alguns títulos seriam “impróprios” para crianças e adolescentes. Apesar disso, organizações literárias e especialistas alertam que tais iniciativas comprometem o direito constitucional à liberdade de expressão e ameaçam a diversidade nas narrativas disponíveis para o público jovem.

Conservadores negam censura

Movimentos conservadores que impulsionam as restrições negam que se trate de censura. Segundo seus representantes, o objetivo é garantir que materiais “ideológicos” ou “inadequados à idade” não sejam acessados sem o consentimento dos pais ou responsáveis.

Ainda assim, editores, autores e organizações de defesa dos direitos civis argumentam que a escalada na proibição de livros é parte de uma ofensiva ideológica que pode gerar um apagamento sistemático de vozes minoritárias e experiências diversas nos espaços públicos de aprendizagem.

Frankfurt se torna palco de defesa da literatura livre

O tema foi amplamente debatido nos estandes e painéis da Feira de Frankfurt, com editoras internacionais demonstrando solidariedade com os profissionais do livro nos EUA. Muitos participantes enfatizaram a importância de manter pluralidade cultural e liberdade artística, especialmente em tempos de crescente polarização política.

“Estamos vendo uma nova onda de perseguição literária. Livros que ampliam horizontes estão sendo silenciados”, afirmou um representante de uma grande editora americana.

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