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O senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato do PL à Presidência da República em 2026, deixou de assinar três dos cinco requerimentos de criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) destinados a investigar o escândalo envolvendo o Banco Master. A ausência de apoio inclui um pedido apresentado por seu aliado político, o senador Eduardo Girão, além de propostas articuladas por parlamentares governistas.

A postura do senador gerou questionamentos porque contradiz declarações recentes nas quais Flávio afirmou ter apoiado “todas” as iniciativas de investigação relacionadas ao caso Master. O episódio ampliou o debate político em torno da relação do parlamentar com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco e figura central das denúncias.

Nos bastidores da direita, aliados relatam preocupação crescente com o impacto político do caso sobre a imagem de Flávio Bolsonaro. Segundo avaliação compartilhada por integrantes do campo bolsonarista, o senador estaria “contaminado” politicamente em razão da proximidade com Vorcaro. O temor é de que o desgaste ultrapasse a disputa presidencial e afete campanhas regionais e negociações de alianças para as eleições de 2026.

Em meio à crise, a pré-campanha do senador tenta reforçar sua projeção internacional. Aliados divulgam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria convidado Flávio Bolsonaro para uma visita à Casa Branca na próxima semana. A estratégia busca demonstrar alinhamento político com Trump e recuperar espaço no eleitorado conservador diante das repercussões do caso Banco Master. Até o momento, porém, a Casa Branca não confirmou oficialmente o encontro.

Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer declarações sobre a política externa americana e afirmou temer uma eventual ameaça dos Estados Unidos à Amazônia. Ao comentar falas recentes de Trump sobre a Groenlândia, o Canadá e o Canal do Panamá, Lula questionou: “Quem garante que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?”. O presidente defendeu o reforço da proteção das fronteiras brasileiras e da soberania nacional sobre a região amazônica.

As movimentações ocorrem em um cenário de antecipação da disputa presidencial de 2026, marcado por disputas narrativas, articulações internacionais e crescente tensão entre grupos políticos de direita e o governo federal.

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