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Explosões foram registradas na madrugada deste sábado em Caracas, capital da Venezuela, em meio a um novo capítulo da crise entre o país e os Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, afirmou em uma publicação nas redes sociais que forças dos EUA realizaram um ataque de grande escala contra o território venezuelano e capturaram o presidente Nicolás Maduro, que, segundo ele, teria sido retirado do país por via aérea ao lado da esposa. A informação, no entanto, não foi confirmada por autoridades venezuelanas nem por fontes independentes.

Na mensagem, Trump declarou que a operação teria sido conduzida por forças de segurança americanas, sem informar o destino de Maduro, e afirmou que pretende divulgar mais detalhes em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, no horário de Brasília.

Horas antes da declaração, moradores de Caracas relataram ao menos sete explosões em um intervalo de cerca de 30 minutos, conforme informou a Associated Press. Testemunhas mencionaram tremores, ruídos de aeronaves voando em baixa altitude e correria em diferentes regiões da capital. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul de Caracas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando a capital.

O governo da Venezuela confirmou que o país foi alvo de ataques, mas negou a prisão de Nicolás Maduro. Em comunicado oficial, as autoridades informaram que o presidente assinou um decreto declarando estado de comoção exterior em todo o território nacional e convocou forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização. No texto, o governo classificou a ação como uma agressão imperialista, afirmou que a medida busca proteger a população e garantir o funcionamento das instituições, e acusou os Estados Unidos de tentar se apropriar de recursos estratégicos, como petróleo e minerais, além de impor uma mudança de regime.

A nota acrescenta que a Venezuela se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou países da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.

A tensão entre Washington e Caracas vem crescendo nos últimos meses. Em agosto, os Estados Unidos elevaram para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro e reforçaram a presença militar no Mar do Caribe, inicialmente sob o argumento de combate ao narcotráfico. Posteriormente, autoridades americanas indicaram que o objetivo seria enfraquecer o governo venezuelano. Em novembro, Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone, mas o diálogo terminou sem avanços.

No mesmo período, os Estados Unidos classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusaram o presidente venezuelano de liderar o grupo. Reportagens da imprensa internacional apontam ainda que Washington demonstra interesse nas reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo, em meio à apreensão de navios petroleiros e ao endurecimento do bloqueio a embarcações alvo de sanções.

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