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A Europa enfrenta uma das piores ondas de calor de sua história recente, com temperaturas recordes e impactos diretos na saúde pública e na rotina da população. Espanha e Inglaterra registraram o mês de junho mais quente desde o início das medições, enquanto o Reino Unido, como um todo, teve seu segundo junho mais quente desde 1884.

Em Portugal, os termômetros bateram os 46,6°C — um recorde absoluto, de acordo com a agência meteorológica do país. Na Itália, a situação é crítica: a região da Toscana viu um aumento de 20% nas internações hospitalares, com 21 das 27 cidades do país sob alerta máximo devido ao calor extremo.

Na França, o impacto foi sentido também na educação. Com a escalada das temperaturas, 1.896 escolas e faculdades foram obrigadas a fechar as portas nesta terça-feira (1º), na hora do almoço, como medida de proteção aos alunos e funcionários.

A onda de calor tem sido atribuída, em parte, às mudanças climáticas, que tornam os verões europeus cada vez mais quentes e frequentes. Especialistas alertam para os riscos à saúde — especialmente de idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas — e para a necessidade urgente de políticas de adaptação ao clima extremo.

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