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Antes de sua estreia internacional no Festival de Berlim, o documentário A Fabulosa Máquina do Tempo, da cineasta brasileira Eliza Capai, já garantiu exibição fora do país. O filme fechou acordo de distribuição internacional com a empresa Split Screen, ampliando sua circulação no circuito estrangeiro antes mesmo da primeira exibição oficial.

Selecionado para a seção Generation KPlus, voltada a produções que dialogam com o público jovem, o documentário acompanha a trajetória de um grupo de meninas em Guaribas, no interior do Piauí. A cidade, que chegou a ser considerada a mais pobre do Brasil, teve sua realidade profundamente transformada a partir da implementação de programas sociais como o Fome Zero e o Bolsa Família, tornando-se município-piloto dessas políticas públicas.

O contraste entre o futuro vivido pelas meninas e as dificuldades enfrentadas por suas mães é o eixo central da narrativa. Segundo Eliza Capai, a decisão de filmar nasceu do impacto emocional ao testemunhar a mudança concreta daquela comunidade ao longo do tempo. Em entrevista, a diretora relatou que ficou profundamente comovida ao perceber como políticas sociais estruturantes alteraram perspectivas de vida e ampliaram horizontes para as novas gerações.

Com a seleção em Berlim e o acordo de distribuição internacional, A Fabulosa Máquina do Tempo reforça a presença do documentário brasileiro em festivais de prestígio e coloca em evidência histórias locais com forte ressonância social e humana.

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