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CompartilheCompartilhe 0 Os desastres climáticos vêm deixando um rastro crescente de destruição e prejuízo no Brasil. Entre 2013 e 2024, os impactos de fenômenos como secas, estiagens, enchentes e deslizamentos já somam um prejuízo estimado de R$ 732,2 bilhões às cidades brasileiras, de acordo com um levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Somente em 2023, as tragédias climáticas representaram um impacto negativo de R$ 92,6 bilhões, afetando diretamente a infraestrutura, a economia local e a vida de milhões de brasileiros. Os dados revelam um cenário alarmante: 95% dos municípios do país — o equivalente a mais de 5,3 mil cidades — já enfrentaram ao menos um episódio de desastre natural nos últimos 12 anos. Nesse intervalo, foram contabilizados 70.361 registros oficiais de decretação de Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública, demonstrando a frequência e a gravidade dos eventos. As consequências humanitárias são igualmente dramáticas: mais de 5 milhões de pessoas ficaram desalojadas, 1 milhão desabrigadas e quase 3 mil perderam a vida em decorrência direta de eventos extremos. A CNM alerta que, sem ações concretas de prevenção, adaptação e investimento em resiliência climática, a tendência é de agravamento do quadro, com eventos cada vez mais intensos e frequentes. O levantamento reforça a urgência de políticas públicas coordenadas entre os três níveis de governo para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, que já não são mais uma previsão futura, mas uma realidade que atinge o Brasil em escala nacional. O relatório também destaca a desigualdade regional no enfrentamento aos desastres. Muitas cidades de pequeno porte, com poucos recursos e sem planejamento urbano adequado, sofrem de forma mais severa e demorada para se recuperar. Em um país onde a emergência climática já cobra vidas e bilhões dos cofres públicos, o desafio é equilibrar reconstrução com prevenção — e transformar a crise em ação política sustentável.
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