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CompartilheCompartilhe 0 O deputado estadual Binho Galinha (PRD) se entregou ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) nesta sexta-feira (3), após ser alvo da operação Estado Anômico, que investiga uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana. O parlamentar estava foragido desde quarta-feira (1º), quando foi expedido mandado de prisão contra ele. Após se apresentar na sede do MP-BA em Feira de Santana, Binho foi conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) para Salvador, onde permanece preso. Em nota, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputada Ivana Bastos, informou que a Casa aguardará manifestação oficial da Justiça sobre o caso. Segundo o comunicado, o assunto será deliberado no retorno do expediente, na próxima segunda-feira (6), e a Procuradoria Jurídica da AL-BA emitirá parecer sobre as medidas internas cabíveis, com base na Constituição, nas leis e no regimento interno. “A Assembleia Legislativa da Bahia manterá sua atuação pautada pela transparência, imparcialidade e pelo respeito ao Estado Democrático de Direito”, afirma a nota. A defesa do deputado nega qualquer envolvimento dele com crimes e sustenta que Binho Galinha está colaborando com as investigações desde o início. Os advogados alegam ainda que a ordem de prisão foi expedida por uma autoridade judicial sem competência para julgar o caso e que o parlamentar não esteve foragido. “Todas as medidas judiciais cabíveis serão tomadas para restabelecer a legalidade e para que os responsáveis por todos os abusos e pelas ilegalidades cometidas sejam devidamente responsabilizados”, declarou a defesa. Além de Binho Galinha, outras onze pessoas foram presas na operação, incluindo sua esposa, seu filho e quatro policiais militares. As investigações das operações El Patrón e Estado Anômico apontam que o grupo seria responsável por crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, agiotagem, jogo do bicho, receptação qualificada, comércio ilegal de armas, obstrução da Justiça, usurpação de função pública e embaraço às investigações. O caso segue em apuração sob responsabilidade do Ministério Público da Bahia, com desdobramentos previstos nos próximos dias.
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