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A decisão da FIFA de manter Folarin Balogun liberado para defender os Estados Unidos contra a Bélgica entra para a lista dos episódios mais vergonhosos do futebol nos últimos tempos. Um cartão vermelho, que normalmente resultaria em suspensão automática, acabou sendo tratado de forma diferente em pleno mata-mata de Copa do Mundo, justamente em favor da seleção anfitriã. O caso causa revolta porque passa a sensação de que as regras podem mudar conforme o peso da camisa, o momento da competição ou o interesse envolvido.

A Bélgica tentou contestar a situação, mas teve seu recurso negado, e a entidade máxima do futebol manteve o atacante norte-americano à disposição. O problema vai muito além de um jogador estar ou não em campo. O que está em jogo é a credibilidade de uma competição que, durante décadas, foi tratada como o torneio mais respeitado do planeta. Quando uma decisão desse tamanho acontece em uma Copa do Mundo, o precedente aberto é perigoso: qualquer seleção, torcedor ou dirigente passa a se perguntar se as regras realmente valem para todos.

Essa Copa nos Estados Unidos, que já vinha sendo marcada por polêmicas, ganha mais um capítulo lamentável e se transforma, cada vez mais, em um verdadeiro show de horrores. A sensação deixada é de desorganização, favorecimento e falta de respeito com a história do torneio. A Copa do Mundo sempre foi maior do que qualquer seleção, qualquer sede e qualquer interesse político ou comercial. Mas decisões como essa colocam em risco justamente aquilo que fazia a competição ser tão admirada: a confiança de que, dentro de campo e nas regras, todos deveriam ser tratados da mesma forma.

O caso Balogun não será lembrado apenas como uma decisão disciplinar controversa, mas como um símbolo de como o futebol vem perdendo parte de sua essência. Quando até a Copa do Mundo passa a ser vista com desconfiança, o estrago é enorme. A FIFA pode até manter sua decisão, mas dificilmente conseguirá apagar a impressão de que este episódio representa uma das maiores vergonhas recentes do futebol mundial.

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