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Após três anos em fase de teste-piloto, a província canadense da Colúmbia Britânica anunciou, nesta quarta-feira, que não irá renovar o programa de descriminalização de drogas, por não ter alcançado o principal objetivo de incentivar usuários a buscar ajuda nos serviços de saúde. A medida havia sido adotada como resposta à grave crise de opioides que afeta grandes centros urbanos da província, como Vancouver.

Em vigor desde fevereiro de 2023, o programa permitia a posse pessoal de até 2,5 gramas de substâncias como opioides, cocaína, metanfetamina e outras drogas. Pessoas flagradas com pequenas quantidades não eram criminalizadas e recebiam orientações sobre como acessar serviços de saúde e apoio para o tratamento da dependência química.

Apesar da proposta de reduzir o estigma e aproximar usuários do sistema de saúde, o governo provincial avaliou que a iniciativa não produziu os resultados esperados. Segundo as autoridades, o número de pessoas que procuraram voluntariamente os serviços de tratamento não aumentou de forma significativa durante o período de vigência do projeto, o que motivou a decisão de não renová-lo.

O anúncio ocorre em meio ao debate internacional sobre políticas de drogas e estratégias de enfrentamento à crise de opioides, que segue causando milhares de mortes por overdose no Canadá. Com o fim do programa, a Colúmbia Britânica deverá revisar sua abordagem, buscando alternativas que conciliem saúde pública, segurança e redução de danos.

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