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O processo para reconhecer o Tabaco Mata Fina e os Charutos Artesanais do Recôncavo Baiano como Denominações de Origem (DO) entrou na fase final antes do pedido ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Nesta semana, produtores, empresários e representantes da cadeia produtiva conheceram os signos que identificarão os produtos certificados, em apresentação no Palacete Tira-Chapéu, em Salvador.

O projeto é desenvolvido pela Associação dos Produtores de Charutos Artesanais do Brasil (Apcab) em parceria com a consultoria Inovates. Nos próximos meses, será concluída a documentação técnica que embasará o pedido de reconhecimento — incluindo a delimitação da área geográfica, a caracterização dos fatores naturais e humanos e os mecanismos de rastreabilidade e controle de qualidade.

Proteção e valorização

Segundo os organizadores, os signos vão além de uma identidade visual: simbolizam a relação entre o território, o conhecimento acumulado por gerações e a qualidade dos produtos. “A Denominação de Origem representa proteção, valorização e novas oportunidades para toda a cadeia produtiva”, declarou o presidente da Apcab, Lorenzo Orsi.

A certificação é considerada um dos mais importantes instrumentos de garantia de procedência e qualidade. O reconhecimento protege juridicamente o nome da região produtora, agrega valor à produção e amplia a competitividade nos mercados nacional e internacional. Quando concedido, apenas produtos fabricados na área delimitada e conforme as normas técnicas poderão usar o selo.

O cultivo do Tabaco Mata Fina e a fabricação artesanal de charutos fazem parte da história do Recôncavo há mais de 200 anos, em municípios como Cruz das Almas, Cachoeira, São Félix, Muritiba, Governador Mangabeira e Conceição da Feira. Além da relevância econômica, a atividade é vista como patrimônio cultural da Bahia.

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