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A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) renunciou ao mandato na Câmara dos Deputados neste domingo, em meio à crise institucional provocada por sua condenação à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com a decisão, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou o suplente Adilson Barroso (PL-SP) para assumir a vaga.

A renúncia foi resultado de uma saída negociada com a cúpula da Câmara, após o plenário rejeitar, na última quinta-feira, a cassação do mandato da parlamentar. Na sexta-feira, porém, o STF determinou que Hugo Motta retirasse o mandato de Zambelli, criando um impasse entre os Poderes e acelerando a solução política encontrada.

Adilson Barroso, que assume a cadeira deixada por Zambelli, se define publicamente como “bolsonarista de direita, conservador, patriota” e aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do deputado Nikolas Ferreira. Ele ocupava até recentemente a vaga do ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, na Câmara. Com o retorno de Derrite ao mandato, no fim de novembro, Barroso havia voltado à condição de suplente, agora revertida com a renúncia da deputada.

Barroso também é um dos fundadores do Partido Ecológico Nacional (PEN), legenda que mudou de nome para Patriota em 2017, e mantém histórico de atuação ligada ao campo conservador e bolsonarista.

A renúncia de Carla Zambelli já era considerada uma alternativa estratégica por aliados e advogados da parlamentar antes mesmo da votação no plenário da Câmara. Segundo interlocutores, a decisão foi tomada para aceitar a derrota política e evitar a ampliação dos danos. O grupo avalia que a condição de deputada que renuncia ao mandato é diferente da de parlamentar cassada, o que permitiria sustentar a narrativa de perseguição política.

Com a saída formal do cargo, a estratégia da defesa passa agora por tentar obter autorização judicial para que Zambelli deixe a prisão, enquanto seus aliados seguem explorando politicamente o desfecho do caso.

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