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O Brasil alcançou os critérios internacionais para eliminar a transmissão vertical do HIV — quando o vírus é passado da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde, que agora aguarda a validação formal da Organização Mundial da Saúde (OMS) para receber a certificação inédita.

Segundo a pasta, em 2024 o país manteve taxa de transmissão abaixo de 2%, patamar exigido pelos parâmetros internacionais. Além disso, as infecções em crianças ficaram inferiores a 0,5 caso por mil nascidos vivos, outro indicador essencial para a certificação global.

O Ministério também destacou um avanço importante na assistência imediata aos recém-nascidos: o início tardio da profilaxia neonatal caiu 54% em comparação a 2023, reduzindo significativamente o risco de transmissão nos primeiros momentos de vida.

O país apresentou, ainda, uma queda de 13% nas mortes por Aids no último ano, reflexo do fortalecimento das políticas de prevenção, ampliação do diagnóstico precoce e garantia de acesso ao tratamento antirretroviral pelo SUS.

O reconhecimento internacional, caso confirmado pela OMS, colocará o Brasil entre as nações que conseguiram controlar uma das formas mais sensíveis e desafiadoras de transmissão do vírus HIV — resultado de esforços contínuos ao longo de décadas na saúde pública.

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