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São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e dezenas de outras cidades foram palco, neste fim de semana, de uma das maiores mobilizações recentes contra a violência de gênero no país. Ruas de todas as regiões foram tomadas por manifestações em repúdio ao avanço dos feminicídios. A convocação partiu do movimento Levante Mulheres Vivas, que organizou atos em pelo menos 20 estados e no Distrito Federal.

Na Avenida Paulista, cerca de 9,2 mil pessoas ocuparam os dois sentidos da via, segundo dados do Cebrap, transformando a região central de São Paulo em um corredor de protesto e denúncia. Em Brasília, manifestantes se juntaram à primeira-dama, Janja Lula da Silva, e a ministras do governo federal. Do carro de som, Janja fez um discurso duro: “Política pública não falta, o que falta é vergonha na cara dos homens.”

A onda de indignação tem pano de fundo uma série de feminicídios recentes que chocaram o país. Para a jornalista Mariliz Pereira Jorge, o momento expõe uma ausência incômoda: a falta de mobilização masculina diante da escalada de violência. “Onde estão os homens indignados com o que está acontecendo com as mulheres neste país? Porque, nos últimos dias, o que a gente viu foi uma sequência de feminicídios bárbaros. Ao mesmo tempo, vi uma coisa diferente acontecendo nas redes: muitas mulheres marcando homens, pedindo que eles saiam do conforto da neutralidade”, escreveu.

Os atos reforçam uma mensagem clara: diante da continuidade dos assassinatos de mulheres, cresce a pressão social não apenas por políticas públicas mais eficazes, mas também pela responsabilidade coletiva — especialmente dos homens — na luta contra a violência de gênero.

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