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Um crédito de R$ 458 milhões concedido pelo Banco Master à Revee Real State colocou a Arena Fonte Nova no radar das investigações sobre o banco. A empresa planejava reformar o estádio do Canindé, ligado à SAF da Portuguesa, e comprar dívidas de construtoras para assumir o controle de arenas como a Fonte Nova, em Salvador, e a Arena das Dunas, em Natal, sem nunca ter detalhado a origem do dinheiro.

A informação consta de uma planilha enviada à Justiça pelo liquidante do Banco Master. No processo, a família do banqueiro Daniel Vorcaro é acusada de usar empréstimos da instituição para desviar recursos em benefício próprio.

Em agosto de 2025, o direito de receber esse empréstimo foi cedido ao fundo Máxima por R$ 600 milhões, dentro de uma operação suspeita de R$ 2,9 bilhões que envolve outras empresas ligadas à gestora Reag, comandada por João Carlos Mansur.

Planos travados pela Operação Carbono Oculto

Oito dias após a bilionária operação de crédito, a Polícia Federal deflagrou a Operação Carbono Oculto, que tem Mansur entre os principais alvos. A investigação travou os planos de expansão da Revee: as ações da companhia despencaram de mais de R$ 30 para menos de R$ 3 e dirigentes renunciaram.

Antes da operação, o grupo acumulava concessões como a Arena Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), o ginásio Geraldão, no Recife, e a Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, além de ter anunciado a compra de um clube da segunda divisão de Portugal e planejar uma arena multiuso no Anhembi, em São Paulo. Parte da dívida da Arena do Grêmio chegou a ser adquirida e revendida por valor maior antes de os projetos serem interrompidos.

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