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O ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um discurso em defesa da democracia e da confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro. Responsável por conduzir a Corte durante as eleições de 2026, o magistrado classificou o modelo das urnas eletrônicas como um “patrimônio institucional da democracia”.

Durante a cerimônia, realizada na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de lideranças ligadas ao bolsonarismo, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Nunes Marques destacou o avanço tecnológico e a segurança do sistema eleitoral brasileiro. “No tocante à recepção e à apuração dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo”, afirmou.

A declaração ocorre em meio à continuidade de questionamentos ao sistema eletrônico de votação por setores políticos aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, responsável pela indicação de Nunes Marques ao STF em 2020. Apesar da defesa enfática das urnas eletrônicas, o ministro ressaltou que o reconhecimento internacional do modelo não impede aperfeiçoamentos permanentes no processo eleitoral.

Além da posse de Nunes Marques na presidência do TSE, o ministro André Mendonça assumiu a vice-presidência da Corte Eleitoral.

Nos bastidores da cerimônia, as discussões sobre a suspensão da dosimetria também movimentaram parlamentares e integrantes da oposição. Segundo interlocutores ligados ao STF, haveria atualmente maioria na Corte para manutenção da legislação, em articulação conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes. O principal foco de resistência, segundo relatos de bastidores, estaria relacionado ao ministro Cristiano Zanin, embora as negociações ainda sigam em andamento.

Relator da matéria na Câmara dos Deputados, Paulinho da Força afirmou ter saído “tranquilizado” de uma reunião com Alexandre de Moraes, que teria sinalizado expectativa de votação em plenário até o fim de maio.

A cerimônia também contou com forte presença de representantes do núcleo bolsonarista, incluindo o senador Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.

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