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Dados do Portal da Transparência do Registro Civil apontam que mais de 1,7 milhão de crianças registradas no Brasil nos últimos dez anos possuem apenas o nome da mãe na certidão de nascimento. Somente em 2025, cerca de 6% dos 2,5 milhões de recém-nascidos não tiveram o nome do pai incluído no documento oficial.

O levantamento considera os registros realizados entre 2016 e o início de maio deste ano e evidencia a dimensão do problema relacionado ao reconhecimento formal da paternidade no país. O número de pessoas sem o nome paterno no registro civil é semelhante à população de cidades como Recife e Goiânia, ambas com cerca de 1,5 milhão de habitantes.

Os dados refletem exclusivamente a ausência do reconhecimento oficial da paternidade nos documentos civis e não significam necessariamente que essas pessoas desconheçam a identidade de seus pais.

Especialistas apontam que a ausência do nome do pai no registro pode gerar impactos sociais, emocionais e jurídicos, além de dificultar o acesso a direitos como pensão alimentícia, herança e benefícios previdenciários. O reconhecimento tardio da paternidade ainda é uma realidade frequente no país, muitas vezes dependendo de ações judiciais ou acordos extrajudiciais.

O levantamento também reforça discussões sobre políticas públicas voltadas ao fortalecimento da responsabilidade parental e à ampliação do acesso a mecanismos de reconhecimento de paternidade de forma gratuita e simplificada.

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